terça-feira, 27 de outubro de 2015

Encontro com um fantasma ou com Zé Pelintra?

Olá pessoal, vou contar aqui mais um causo, porém quero registrar que realmente aconteceu no mundo bem real. Já escrevi aqui em outros posts como Perseguido por Fogo corredor ou por Ovni? como era difícil morar em um lugarejo com precária iluminação e algumas localidades sem luz elétrica como era no interior de Sergipe há alguns anos. Também já narrei  sobre os obstáculos que enfrentávamos para ir estudar na sede do município. O ônibus escolar deixava os estudantes no Povoado Aguada, poucos moravam do centro do povoado, a maioria andava quilômetros até as suas residências atravessando matos, pântanos e desertos.

Uma certa feita, a minha amiga de infância Adilis depois de mais uma aula cansativa (pois a vida não era fácil para quem vivia no campo) estava indo para casa após as 23 horas, ela tinha companhia até a Igreja Nova, os colegas iam para Lajes e ela para Pinga Fogo sozinha (esse nome vai me render um post), num pequeno trajeto ainda tinha algumas casas, depois era só uma estrada de lama e mato de um lado e do outro, até ela chegar em uma parte da estrada com uma areia gorda (areia fofa) que afundava até a metade da canela e não dava para andar apressada, muito menos correr. Nesse trajeto tinha um campinho de futebol e um pé de Oitizeiro, sob a árvore ele vislumbrou alguém recostado no tronco, como estava longe, inicialmente ela pensou que era o pai, mas foi chegando mais perto e viu que a figura estava toda de branco, com um chapéu também branco puxado mais para o rosto que o encobria.

Quem morou no interior sabe que mesmo no escuro quando conhecemos uma pessoa é fácil de reconhecer, pois nossos olhos já estão acostumados sem a luz, minha amiga pensou que era algum conhecido querendo lhe pregar uma peça e chamou pelo nome "Zezinho deixe de brincadeira" e a "pessoa" continuou calada  ao se aproximar mais ainda percebeu que não era ninguém conhecido e começou sentir calafrios e arrepios por todo o corpo, a "pessoa" não se mexia e ao passar em frente da árvore foi envolvida pela um frio assustador, tentava apressar os passos naquela areia, mas as pernas não a obedeciam, assim que ela olhou para trás o "homem de branco" havia desaparecido, ai que o pavor tomou conta dela, cega de medo Adilis não viu que vinha alguém ao seu encontro e os dois se esbararam, dessa vez era o pai dela. Ela contou que o pai também sentiu um frio estranho e foram acompanhados por aquela sensação térmica até chegarem em casa. A minha amiga afirma que aquilo era um fantasma, eu tenho as minhas dúvidas, podia ser o Zé Pelintra, ele prega muitas peças por aí, mas nesse caso, quem sabe se ele não foi protegê-la de algo pior. Pelintra "é uma entidade sobrenatural originária da crença sincrética denominada catimbó, surgida na Região Nordeste do Brasil. O Zé Pelintra também é comumente incorporado em terreiros de umbanda e candomblé tendo seu culto difundido em todo o Brasil. É considerado o advogado dos pobres e não mexe com os incautos." Fonte:Wikipédia.

E você o que acha? Conte a sua história, causo, prosa, aqui tem espaço para o que aconteceu no seu mundo real. É só mandar a sua história para o e-mail se não quiser que publiquemos o seu nome é só avisar.

$imone Anjo$

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